A infelicidade é ponto, obrigação
por onde deve o ponteiro sim passar.
Tolice seria o desejo de só rir,
de fugir, de não chorar.
é
do
ser
gota
pouca
vívida
cristalina
forma oca
sopro e vento
espaço e tempo
segue amplo silêncio
retilínea aventura do ser
instante e não - veloz ao chão
caiamos livremente em sua gota:
veja que doce, santa e fértil a lágrima.
Obstáculos a nós mesmos
deixemos de ser, frustrados
deixemos de ter, amparos
do fato, para o vácuo, para o vão.
Óh infeliz, este sim, que clama ao sofrimento
dizendo: não o quero!
Catarata, sombra, arcada
em si mesma qual enxada
abandonada a pender no chão.
Quebrem-se as expectativas
e com elas o homem.
Há de se moer os pés
dos cavalos de guerra, empinados seus cavaleiros
e nomes de ser,
na matemática vital da perda.
Tudo que se forma, soma
força e potência pra cair.
Fica o pó, que permaneça
Ao pó, tudo o que enriqueça!
Viva o tênue, o sem massa,
O Pó das Letras, viva! O
Sumo mestre das parábolas.
deixemos de ser, frustrados
deixemos de ter, amparos
do fato, para o vácuo, para o vão.
Óh infeliz, este sim, que clama ao sofrimento
dizendo: não o quero!
Catarata, sombra, arcada
em si mesma qual enxada
abandonada a pender no chão.
Quebrem-se as expectativas
e com elas o homem.
Há de se moer os pés
dos cavalos de guerra, empinados seus cavaleiros
e nomes de ser,
na matemática vital da perda.
Tudo que se forma, soma
força e potência pra cair.
Fica o pó, que permaneça
Ao pó, tudo o que enriqueça!
Viva o tênue, o sem massa,
O Pó das Letras, viva! O
Sumo mestre das parábolas.